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Nascido aos 24 de Dezembro

Por Marcio S. da Rocha. 

Quando eu era (mais) criança, cheguei a pensar que Deus tinha sido injusto comigo. Por que me trouxe ao mundo logo na véspera de seu aniversário, quando todo mundo se volta para ele, e ninguém pode nem ir ao meu aniversário? – Toda criança ganha presente de aniversário e de natal, e eu só ganho um! Era como pensava minha cabecinha. Apesar disto, este Jesus que conheci primeiramente pelas histórias que as “tias” da igreja contavam, e a quem meus pais davam tanto valor, já me encantava, me fascinava. Depois, já jovem, percebi que algumas pessoas me consideravam um felizardo por nascer na véspera do nascimento de Jesus. Embora eu não tivesse mérito nenhum nisso, comecei a pensar que não era tão mal ter nascido aos 24 de dezembro. 

Muito depois, agora menos criança, descobri que não se sabe a data certa do nascimento de Jesus. Os judeus antigos não tinham este costume de comemorar aniversários. Os Evangelhos não dizem nada sobre o dia e o mês do nascimento dele, e, as circunstâncias ali descritas evidenciam que não poderia ter acontecido em dezembro. Conforme historiadores da igreja, esta data de 25 de dezembro foi convencionada pelo Imperador Romano Constantino, no início do Século IV, para que os que seguem a Cristo (os cristãos) pudessem comemorar o seu nascimento – importantíssimo evento para todos os que nele creem e esperam. É dito que Constantino aproveitou a data, na qual a antiga religião politeísta de Roma já comemorava o dia de um dos seus deuses mais importantes – o deus Sol – e redefiniu-a como dia do natal de Jesus Cristo. Provavelmente, esta data já era comemorada com festividades pelos romanos, e o dia era feriado. Isto deve ter ajudado a consolidar este dia como o Natal. 

Bem, então eu não nasci na véspera do aniversário de Jesus Cristo, como pensava, e, por consequência, eu não tinha a menor razão de pensar que Deus tinha sido injusto comigo. Quem poderia ter sido injusto comigo foi esse tal de Constantino, mas, logicamente ele não teve a intenção de me prejudicar. Por outro lado, não sou um privilegiado por ter nascido “na véspera do Natal”, como alguns cristãos ainda hoje pensam, pois, o Natal não aconteceu num 25 de dezembro. 

Apesar disto, depois que voluntariamente me tornei um cristão (mesmo sendo um dos piores), comemoro o nascimento do Senhor aos 25 de dezembro. Se eu soubesse o dia certo, não comemoraria o Natal neste dia, mas, como não se sabe o dia real, eu aproveito este dia para louvar o seu nome especialmente, junto com outros irmãos; para agradecer por Jesus – sendo Deus – ter se rebaixado por algum tempo à condição de um ser humano, e ter pisado neste planetinha azul; por ter nos ensinado tanta coisa boa; e por ter sofrido e morrido por amor a mim e a muitos (e ressuscitado depois, para nossa alegria). 

Sei que hoje há vários irmãos que, depois de descobrirem que a data de 25 de dezembro está associada ao deus Sol, não comemoram mais o Natal. Tudo bem. Se isto lhes aquieta a consciência, que sejam respeitados por sua decisão (e amados pelos que comemoram). Por mais estranho que possa parecer, esses irmãos fazem isto para louvar a Deus. Também, que aqueles que não comemoram o nascimento de Jesus aos 25 de dezembro respeitem e amem os que comemoram – os quais também o fazem na intenção de louvar a Deus. 

Quanto a mim, vou aproveitar o dia de amanhã para desejar longa vida ao Rei. Viva Jesus muitos e muitos anos (ou seja, eternamente)… no meu coração e nos daqueles que um dia entregaram suas vidas a ele, pela fé. E também Maranata – volte Senhor Jesus, para este mundo, que lhe pertence! E lembre-se de mim, quando instalares o teu reino neste planeta. 

Graça e paz a todos. 

        Feliz Natal.
 

Os Cristãos Modernos São Melhores do que Os Cristãos do Primeiro Século?

Por Brother Vijay. (http://vijay76.wordpress.com/)


Eu escrevi 14 grandes conclusões tiradas pelos cristãos dos dias atuais. Estas nossas 14 descobertas irão provar ao mundo que somos melhores e mais estudiosos do que os cristãos do primeiro século.
1.      O fato de que Jesus nasceu em 25 de dezembro não era conhecido pelos cristãos do primeiro século. Isto não era nem do conhecimento de Maria – a mãe terrena de Jesus. Eles pensavam que 25 de Dezembro era o aniversário do deus SOL romano. A única “árvore” que eles conheciam era a Cruz; não sabiam nada sobre a árvore de natal. É também uma realidade triste que os cristãos do primeiro século não tinham a menor idéia sobre o grande homem de Deus – Papai Noel. 

2.      Sabemos que devemos adorar ao Senhor em uma igreja, aos domingos. Mas os primeiros cristãos não conheciam esta verdade; portanto, eles viviam adorando ao Senhor todos os dias. (Atos 2:46-47). Somente no quarto século os cristãos perceberam que tinham de adorar todos os domingos, quando esta regra entrou em vigor depois de um grande grupo de discussão no céu. 

3.      Os primeiros cristãos respeitavam Maria – a mãe de Jesus. Porém, eles eram cegos para a verdade de que ela deve ser adorada e louvada. 

4.      Os cristãos do primeiro século não tinham a menor idéia sobre a grande descoberta do século XX – o “Movimento da Palavra da Fé”. Eles eram tolos que nunca tinham fé. Se eles tivessem exercido sua fé, fazendo proclamações de fé, eles nunca teriam passado por sofrimentos. Os leões não os teriam comido. Eles também nunca souberam que poderiam decretar a justiça de Deus para si mesmos, repetindo as palavras “Eu sou justo em Cristo Jesus”. Se ao menos eles tivessem sabido que poderiam “profetizar prosperidade”, eles teriam sido mais ricos que Bill Gates. Eles foram cegos para a revelação de que temos agora. 

5.      Os cristãos do primeiro século não sabem que Deus mudou de idéia e que ele agora habita em templos feitos de pedras também. Os primeiros cristãos pensavam que eles eram o corpo de Cristo; que os apóstolos eram a igreja. Eles se reuniam como igreja onde quer que estivessem, mas não sabiam que Deus odiava esse formato de adoração. Eles não sabiam que Deus vive em grandes igrejas, onde o pastor ordenado não conhece 90% dos membros da congregação. Estas verdades foram reveladas aos cristãos depois do Século IV d.C. 

6.      Os cristãos do primeiro século pensaram que o batismo significava morrer e ser sepultado com Cristo para receber a redenção dos pecados. Só quem reconhecia seus pecados era batizado. Porém, depois do Século IV, até mesmo recém-nascidos começaram a reconhecer que eram pecadores e que eles foram especialmente criados por Deus com um super cérebro. 

7.      Os primeiros cristãos supunham que os rituais da antiga aliança tinham sido abolidos e substituídos pelos princípios da Nova Aliança. Mas o DÍZIMO da antiga aliança não foi abolido, de acordo com os cristãos dos dias atuais. Na antiga aliança, o dízimo da comida era armazenado no depósito de mantimentos do templo. No entanto, o depósito de mantimentos de hoje é a conta bancária do pregador. Os cristãos do primeiro século não sabiam desta verdade. 

8.      Os cristãos do primeiro século foram ingênuos ao supor que um encontro de santos significava construir a ligação espiritual entre eles e Deus. Eles foram até mesmo tolos ao se considerarem partes diferentes do mesmo corpo de Cristo. Todavia, os cristãos dos dias de hoje têm entendido o significado real do ajuntamento de santos. O real significado da reunião de santos é realizar reuniões espirituais onde todos podem pular de alegria, rolar ao redor, e rir. Depois da reunião, podemos voltar para nossas vidas mundanas. Esta verdade não era conhecida pelos cristãos do primeiro século. 

9.      Os cristãos do primeiro século tinham uma crença errada, de que estavam adorando e agradando a Deus, oferecendo seus corpos como sacrifícios vivos. Mas nós sabemos o significado real do culto espiritual. Nosso Espírito Santo é ativado quando o baixista toca slaps no baixo, quando o guitarrista toca uns acordes com distorção, e quando o baterista dá uma pancada com suas baquetas. Muito semelhantemente às atualizações de software, também atualizamos nossa adoração para novas versões chamadas “imersão de adoração”, “adoração profética”, “adoração apostólica”, “rolando no chão a rir” (RNCAR). Os cristãos do primeiro século poderiam citar Romanos 12:1 e dizer que nossa adoração é errada. Deixem-nos dizer isto, porque eles foram espancados e feridos quando adoraram a Deus de acordo com Romanos 12:1.  Mas nós, hoje em dia, ficamos alegres e felizes e podemos ficar “bêbados no Espírito” quando vamos adorar a Deus. Mesmo ouro em pó cai em nós quando adoramos. Qual adoração é a melhor? A dos cristãos do primeiro século ou a nossa? Você decide! 

10.  Os cristãos do primeiro século pregaram um evangelho péssimo e se tornaram inimigos para muitos de sua época. Ao fazer isto, eles pensaram que estavam seguindo a Deus. Mas, hoje usamos a mesma mensagem do Evangelho e pregamos de modo que ninguém se sente ofendido. Usando nossos cérebros, devemos pregar um evangelho através do qual podemos ganhar muitos amigos. Os primeiros cristãos viviam em um mundo pequeno e passaram por uma porta estreita. Porém, o portão pelo qual nós entramos é amplo como nossa mente. Eles pensaram que evangelizar é fazer discípulos. Mas sabemos que evangelizar tem a ver com o número de pessoas que são convertidas. Por que se preocupavam com qualidade quando temos quantidade? 

11.  Os primeiros cristãos tinham três inimigos: o mundo, a carne e Satanás. Mas, nós temos apenas um inimigo (Satanás). Podemos ligá-lo, botá-lo para dançar como MJ[1]; e nós mesmos temos poder para amarrá-lo e jogá-lo no inferno e queimá-lo com fogo. O que é este negócio de mundo e carne? Os primeiros cristãos complicavam as coisas. O único mundo que conhecemos é o globo rotativo que temos em nossa casa. Por falar em carne, recomendamos a todos a comer peito de frango. 

12.   Os primeiros cristãos pensavam que um profeta é alguém que edifica a Igreja por permanecer na lacuna, como um porteiro e como um vigia. Mas sabemos que um profeta é aquele que coloca suas mãos em nossas cabeças para prever nosso futuro. 

13.  Na antiga aliança, havia uma diferença entre o sumo sacerdote e o povo. Este sistema foi referido como o sistema clérigos-leigos. Os cristãos do primeiro século pensavam que Jesus aboliu este sistema na Cruz (quando rasgou o véu). Eles se consideravam irmãos e servos uns dos outros. Mesmo os pastores e presbíteros (anciãos) eram um, entre eles. Mas nós lhes provamos estarem errados no século IV d.C., quando nós trouxemos de volta o sistema clerigos-leigos à prática. 

14.  Acima de tudo, a coroa de glória de nossa descoberta é a nossa conclusão que nós podemos amar ao mundo e a Deus ao mesmo tempo. Demos um novo significado à cristandade com nossa descoberta. Os cristãos do primeiro século nunca souberam desta verdade. Eles amavam só a Deus, e odiavam o mundo, e por causa disto tinham uma vida miserável.

[1] Nota do tradutor: MJ é um dançarino internacionalmente conhecido.